De bem conosco mesmo
Está inserido uma porção
de situações, de histórias, às vezes, nem contadas, só sentidas. Envolve um monte
de questões íntimas que, às vezes, desfilam no nosso interior fazendo fanfarras
ou acendendo luzes coloridas que nos põem em sintonia com o mundo externo.
Harmoniza nossa aura, nossa
alma com nosso corpo, com o Universo, faz-nos tomar consciência do que é melhor
para nos sentimos bem.
Às vezes, pequenas coisas,
pequenas atitudes que tem o poder de nos tirar do egocentrismo e no colocar à
disposição da felicidade, do outro ou de nós mesmos...
Dar, proporcionar alegria
ao próximo, cumprir tarefas que envolvem o amadurecimento espiritual, a
conscientização do que é a vida em todas as suas dimensões, faz-nos estar de
bem conosco mesmo.
É uma tarefa difícil,
exige capacidade de compreensão do que é realmente importante para o bem viver,
exige discernimento sobre as nossas responsabilidades conosco e com o outro.
Tudo depende de nós
mesmos... Não devemos responsabilizar outrem pelo nosso bem-estar interior, não
devemos atribuir a quem quer que seja esse alcance. Essa é uma atribuição que
nos pertence e está dentro de nós. Claro que as pessoas que amamos, o mundo tem
uma participação mínima que concerne ao fato de estarmos abertos a aceitar o
bem que vem de fora de nós.
Hoje, uma pessoa muito
querida enviou-me uma foto de suas mãos com umas conchinhas que colhera na
praia e que lembrou de mim quando as encontrou, talvez com saudade, ou uma
simples lembrança. Isto me deixou sensibilizada, feliz. Mas, eu estava aberta a
essa alegria, estava disponível para receber esse presente, essa lembrança.
É preciso que estejamos de
bem conosco mesmo! Por mais simples que seja uma atitude que vem até nós, nos
harmoniza, acende as luzes dentro de nós e nos faz apaixonar, tudo se
estivermos abertos e receptivos. Saber ser grato, perdoar sempre, pedir
desculpas, evitar o sofrimento de alguém, tudo nos deixa de bem conosco mesmo!
Madalena Gomes
João Pessoa, Pb
14.01.2018
Série: COMPORTAMENTO ENTRE CASAIS
UM GRANDE AMOR COMEÇA MUITO ANTES DE COMEÇAR!
Exatamente como uma grande festa. Ou exatamente como a
chegada de um filho. Ou ainda exatamente como você faz diante de qualquer
ocasião realmente importante em sua vida: não deixa para a última hora. Começa
a se preparar muito antes, tomando todos os cuidados necessários para que o
evento seja realmente incrível!
Ou seja, você não espera seus convidados chegarem para
somente então arrumar a casa, preparar suas melhores receitas ou contratar os
profissionais que mais se encaixam com o que você deseja oferecer aos seus
convidados.
Você não espera o bebê nascer para somente então comprar as
roupinhas, o berço e todos os acessórios dos quais você já sabe que ele vai
precisar. E vai ainda mais longe: você se dedica para fazer o melhor, o mais
bonito, o mais aconchegante e encantador cenário. Afinal de contas, tudo o que
você mais quer é que este seja um acontecimento absolutamente inesquecível e
que realmente valha a pena!
Mas por que será que tantas pessoas simplesmente
negligenciam a chegada do grande amor de sua vida? Por que será que a maioria
acredita que o amor começa somente quando a pessoa certa, a tal “alma gêmea”
aparece?
E o que costuma acontecer é que a pessoa vai vivendo, se
relacionando, insistindo em justificar que não deu certo por causa do outro ou
por questões nela mesma, mas que nada é verdadeiramente preciso (ou possível)
fazer para que seu próximo relacionamento seja diferente, elevado, com muito
mais consciência, presença e conexão. Para que seja realmente um amor de gente
grande!
Então, você quer mesmo viver um amor de qualidade, criativo
e saudável? Saiba que essa experiência, tão gratificante e preenchedora,
depende pelo menos 50% de você. E para que seus 50% sejam fantásticos, você
precisa estar 100% comprometida consigo mesma, com sua melhor versão.
E isso inclui autoestima elevada, noção de merecimento
declarada e internalizada de verdade, maturidade emocional, clareza na
comunicação interna e externa, capacidade de fazer escolhas coerentes com o que
você realmente deseja. Ou seja, inclui preparação, treino, planejamento e
dedicação…
Exatamente como você faria se desejasse conquistar uma
promoção no trabalho. Exatamente como você faria se quisesse emagrecer ou
ganhar condicionamento físico. Exatamente como você faria se decidisse comprar
algo de valor como um carro ou uma casa. Exatamente como você faria para
alcançar qualquer objetivo altamente valioso para sua vida!
E então? O que exatamente você quer para sua vida amorosa?
Porque, não se engane: um grande amor seguramente começa muito antes de
começar!
:: Rosana Braga ::
Você leva tudo pro lado pessoal?
Já conheceu
alguém que, diante de qualquer comentário, rapidamente se sente ofendida e fica
brava? Pessoas assim, em geral, são intolerantes e irritadiças, mantendo um
semblante severo e um clima tenso ao seu redor. Levam as situações para o lado
pessoal e apostam que estão, o tempo todo, tentando provoca-las, como se fossem
alvo de perseguição do mundo!
Ufa! Assim as
relações se transformam facilmente em guerras e disputas, principalmente se o
outro "aceitar" o convite para esta dinâmica onde o único objetivo é provar quem
está certo e quem está errado. E o triste é que, muitos casais, sem se darem
conta deste vício que se instaura na relação, vão se ofendendo e se desgastando
mutuamente, até que reste entre eles somente ressentimentos e
dores.
Penso que um
outro jeito de funcionar, bem mais leve e saudável, seria começar a enxergar as
situações como se elas fossem exatamente o que são: apenas situações
passageiras. E que podem até estar relacionadas com você, mas nunca somente com
você! Tem a ver também com o outro e com as circunstâncias efêmeras e, na
maioria das vezes, sem grande importância.
Sim, comece a
relevar um pouco mais se realmente quer ser feliz. Comece a rir de si mesmo e a
compreender, de uma vez por todas, que não vale a pena levar tudo a "ferro e
fogo" ou "ao pé da letra", porque quase nada é o que parece ser. Ou seja, a vida
é aquilo que acreditamos que ela seja, em última
análise.
Que tal
imaginar-se como protagonista de um filme. Se ele for do gênero comédia, então,
as situações são piadas. Se for romântico, então, são dificuldades que levarão
você a um amor maior. Se for aventura, então, trata-se de diversão, prazer e
novas experiências. Se for uma ficção científica, você pode entender cada dia
como um mistério a ser descoberto. Você também pode escolher viver um drama. Se
for com final feliz, as situações poderão ser grandes lições para que você se
torne cada vez mais forte.
No entanto, se
decidir viver sua vida como um filme com final desolador ou ainda como um filme
de terror ou de guerra, então, apenas lembre-se que não só a sua história será
afetada por isso, mas também a das pessoas que você mais ama e daquelas com quem
você mais convive. Porque você nunca viverá o seu filme sozinho, embora possa
termina-lo assim, sem ninguém por perto.
Pense nisso e
amplie seus horizontes. Abra a mente e veja além do que seus olhos podem
alcançar. Não se defenda tanto. Não tenha tanto medo de ser atacado ou de
sofrer. Grande parte de nossas preocupações nunca se tornam reais. E no mais, o
amor pode estar à espreita, apenas esperando que você relaxe, aquiete-se e
permita-se!
:: Rosana Braga ::
O outro só faz com você o que você
permite!
Tenho uma amiga que
vive reclamando de um irmão folgado! É bem provável que você também conheça
alguém assim, que vive perdendo a noção do bom senso, que mexe nas coisas dos
outros, que desrespeita o espaço alheio, humilha, passa dos limites. É o típico
egoísta, sem noção!
Se você convive com
alguém assim, também é provável que já tenha se sentido invadido, desrespeitado,
magoado e até com raiva! Talvez tenha se sentido impotente, feito de bobo e como
se estivesse num "mato sem cachorro", sem saber como se livrar dessa
situação.
Em geral, cenários
como esse despertam na vítima do folgado acusações do tipo "não aguento mais!",
"fulano só olha para o seu próprio umbigo", "sicrana abusa de mim, é mal-educada
e já não sei mais o que fazer!", "já pedi pra beltrano parar com isso, já
chorei, já implorei e nada de mudanças!".
Se você descobrisse
que tem um jeito de mudar essa situação e de essa pessoa parar de folgar com
você, você se interessaria em saber que jeito é esse? Imagino que sim. Então,
relaxe, pois felizmente esse jeito existe! E eu vou te contar qual é, mas antes,
deixe-me fazer algumas perguntas, considerando que você é uma pessoa adulta,
saudável e capaz de se cuidar!
Quem manda na sua
vida?
Quem decide como você se comporta?
Quem arca com as consequências de suas atitudes e escolhas?
Quem decide o que você faz com o que você sente?
Quem decide como você se comporta?
Quem arca com as consequências de suas atitudes e escolhas?
Quem decide o que você faz com o que você sente?
Esteja você convencido
disso ou não, para todas as perguntas só existe uma resposta: você! Sim, é você
quem manda na sua vida, incluindo o fato de deixar ou não que outra pessoa mande
em você. É você também quem decide como vai se comportar diante de qualquer
situação, mesmo quando acredita que está decidindo por causa de outra pessoa.
Tenha consciência disso ou não, a escolha foi sua.
É você quem arca com
as consequências de tudo o que você faz ou deixa de fazer, embora possa fazer ou
deixar de fazer só para atingir outras pessoas. E se você vive dizendo que "a
gente não escolhe o que sente", tem toda a razão. Mas saiba que a gente escolhe,
sempre, o que vai fazer com aquilo que sente. Por isso, é bom que você comece a
se dar conta do que sente e de como reage a cada um de seus
sentimentos.
E agora, tendo ciência
de que sua vida é um problema exclusivamente seu, e que quanto mais clareza você
tiver para administrá-la, melhor será não só a sua, mas também a vida das
pessoas que você ama, podemos falar de como se livrar daquela pessoa que não
perde a chance de folgar com você e te incomodar
profundamente.
E o jeito é: mude você
com ela! Deixe claro que ela está passando dos limites e que isso está te
incomodando. E que diante dessa situação, você tem duas opções: esperar que ela
mude depois dessa conversa ou se afastar dela, ignorá-la. Afinal, a ideia não é
fazer algo contra ela e, sim, a seu favor.
Como responsável por
si, é seu dever buscar ambientes e pessoas harmoniosos, onde e com quem seja
possível uma convivência minimamente equilibrada e satisfatória. E se ela não
estiver disposta a colaborar com esse cenário, então que a relação entre vocês
não exista ou exista no nível estritamente necessário.
E assim, conversando,
pontuando e sendo flexível, até mesmo as pessoas folgadas pensarão antes de
folgar com você. Porque se tem algo que você pode apostar é que elas sabem
exatamente quem permite e quem não permite abusos. Sem contar que mostrar os
seus limites com firmeza, mas sem perder a suavidade é o suprassumo da
gentileza!
:: Rosana Braga ::
Bacana,
sacana ou banana:
que tipo você é no amor?
A reclamação é geral!
Toda vez que converso informalmente ou dou consultoria de relacionamento a
alguém, especialmente com idade entre 25 e 45 anos, seja homem ou mulher, o que
ouço é mais ou menos o seguinte:
as pessoas estão malucas, não querem nada sério, só pensam em sexo!
Penso
que a maior loucura tem sido manter um abismo insano entre o que se mostra e o
que se quer. Essa mania de acreditar que é preciso manter uma aparência
socialmente interessante a despeito do que se é de verdade. Sabe qual é a
doideira disso? É que é uma completa viagem acreditar que você sabe qual é a
aparência que vai interessar ao outro! Não sabe!!!
O
grande problema é ficar tentando parecer e não ser! Daí, você termina sendo
(talvez até sem perceber) um "banana" porque isso parece
interessante. Explico: pessoas "bananas" são aquelas consideradas
"boazinhas". Fazem de tudo pra agradar. Dizem sempre "sim".
São super solícitas. Quer saber? No fundo, no fundo, mesmo sem intenção,
pessoas assim são as mais manipuladoras que existem.
Elas
querem adivinhar o que o outro gosta. E ao tentar corresponder os desejos do
outro, seu único intuito é que ele retribua depois essa "bondade
gratuita". Que esse outro faça exatamente o que o bonzinho deseja. Não se
conhece. Ou não se assume porque tem medo de não agradar. Prefere focar no
desejo do outro como estratégia para ser amado. Não vai ser. Ou será por muito
menos tempo do que gostaria.
Querendo parecer bacanas, são bananas.
E o
sacana? É aquele que só olha pro próprio umbigo. Que faz somente o que quer,
quando quer. Em geral, se nomeiam "sinceros demais". Falam o que
pensam sem se importar com o que vão causar. Seu lema é "ema, ema, ema -
cada um com seus problemas". E sabe o que é pior? O "banana", em
geral, fica completamente apaixonado. e frustrado! É por isso que o bonzinho
costuma sofrer tanto por amor! E o sacana segue mentindo pra si mesmo sobre
estar feliz!
Na
verdade, pessoas sacanas se sentem vazias e sozinhas, mas rapidamente vão pra
balada, beijam, transam e vivem o momento como bem entendem. Tapam o buraco
interno com a peneira e se enganam repetidas vezes, sustentando uma aparência
que convence só os bananas.
Querendo parecer bacanas, são sacanas.
E a
pessoa bacana? É aquele aberta para si mesma e para o outro. Vive o que sente,
observando o que acontece dentro de si e ao seu redor. Sabe que a vida e o amor
são como uma dança. Precisa de atenção, sintonia, ritmo, cuidado e
flexibilidade! Não dá para fazer tudo o que o outro quer, nem só fazer o que
ela mesma quer. Tem de ter equilíbrio e sensibilidade. Tem de se conhecer. Tem
de saber qual o seu tempo, qual o seu tom.
Bacana
mesmo é ser espontâneo. É errar e consertar. É se enganar e aprender. É doer e
recomeçar. É arriscar, tentar, amadurecer e apostar no que cada um tem de
melhor. Porque a real é que tem muita gente bacana no mundo. Muita mesmo. Mas
se você não acredita, simplesmente não vê! Deixa o bacana passar e fica
reforçando sua crença ao observar os bananas e os sacanas!
Mude
o foco! Abra a mente. Ilumine o coração. Aposte no que você quer e se mantenha
no ritmo, porque quando menos esperar, encontrará um par para a coreografia do
amor que deseja viver. Afinal, quando você é bacana, bacana mesmo, na teoria e
na prática, sem medo de parecer banana ou sacana, você atrai gente bacana!
Inevitável assim!
Rosana
Braga
O sexo aos 50
Psicóloga diz que qualidade no sexo
nessa fase é possível
Viver com qualidade e satisfação à medida que os anos passam, além de ser um objetivo pessoal para a maioria das pessoas, é uma realidade que muitos têm experimentado hoje em dia. Se você não está vivendo assim, então é hora de buscar informações e alternativas para conquistar uma vida satisfatória na maturidade.
A qualidade de vida passa também pela sexualidade. Dizer que o desejo vai embora após os sessenta é um mito. As pessoas continuam tendo desejo sexual até o fim da vida, só que ele muda de intensidade. A vontade de amar, ser amado, ter intimidade, carinho e companheirismo é muito saudável. Manter essa chama acesa é tão importante quanto tomar remédios e fazer exercícios físicos. Pois, quando estamos sexualmente ativos, a autoestima melhora, o humor fica mais leve, enfim, a vida ganha mais colorido. Isso acontece devido à produção de endorfina, que é uma das substâncias produzidas pelo cérebro durante o ato sexual e que afeta as sensações de ânimo, otimismo e de prazer.
Infelizmente, ainda existe muito preconceito quando pessoas que já passaram dos sessenta manifestam desejo sexual e vontade de ter um parceiro. Mas está na hora de quebrar os preconceitos e mostrar aos mais jovens que é possível, sim, continuar namorando nessa idade. Existem até alguns aspectos dessa fase da vida que contribuem para isso, como por exemplo: não ter preocupações com filhos pequenos, estar livre de obrigações com o trabalho e ter mais tempo livre para desfrutar a relação.
Enfim, a sexualidade é possível não apenas na quinta, mas no sábado, na terça, aos sessenta ou setenta anos de idade. Conforme os anos passam, a quantidade diminui, mas pode-se ganhar na qualidade dos afetos. É possível sim ter uma relação prazerosa, mas o casal precisa estar em sintonia
e continuar investindo na sua sexualidade.
É óbvio que o corpo muda com a idade, inclusive os órgãos sexuais e a produção de hormônios. Mas a medicina trouxe grandes avanços com a reposição hormonal para mulheres, o viagra para os homens e muitos outros medicamentos e tratamentos que têm contribuído para que homens e mulheres continuem tendo uma vida sexual ativa. Manter o corpo saudável, cuidar da aparência, usar roupas sensuais, cuidar das emoções e manter o bom humor são ingredientes importantes para conquistar uma sexualidade prazerosa e uma vida mais satisfatória.
Miriam Barros - Psicóloga clínica.
http://www.maisde50.com.br
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo
Grupo Malu-ka por você).
Por que você está só?
Sexóloga mostra os perigos de acreditar nos mitos sobre o amor
Sexóloga mostra os perigos de acreditar nos mitos sobre o amor
As pessoas têm ideias erradas sobre
o amor; como a de que, quando amamos, não precisamos de nada mais. Outro erro é
confundi-lo com a excitação e a euforia do início da união. Esses mitos prestam
um grande desserviço ao amor. Ao se livrar deles fica mais fácil encontrar
parceiros e estabelecer relações mais criativas e duradouras. Há muitas crenças
falsas sobre o amor. Uma delas defende que "é bom em si e, se amarmos, não
precisamos de nada mais"; outra propõe que "surge do nada e é eterno".
A idéia de que o sentimento é sempre bom sugere que deveríamos amar sem problemas; já a de que surge do nada indica que temos de esperar por ele, em vez de procurá-lo. É também um absurdo pensar no amor como um sentimento e depois queixar-se de que não é duradouro. Sentimentos mudam.
Aquela emoção inebriante e arrebatadora ligada ao sexo prolonga-se por algumas horas; ou poucos dias; a excitação e a euforia talvez duram meses, mas isso ainda é um tempo curto no calendário do amor. O clímax de um bom romance não ocorre logo nos primeiros capítulos, quando ainda faltam 500 páginas para o final. Assim, ficar vidrado nas sensações calorosas e borbulhantes nos momentos iniciais pode nos fazer confundir
A idéia de que o sentimento é sempre bom sugere que deveríamos amar sem problemas; já a de que surge do nada indica que temos de esperar por ele, em vez de procurá-lo. É também um absurdo pensar no amor como um sentimento e depois queixar-se de que não é duradouro. Sentimentos mudam.
Aquela emoção inebriante e arrebatadora ligada ao sexo prolonga-se por algumas horas; ou poucos dias; a excitação e a euforia talvez duram meses, mas isso ainda é um tempo curto no calendário do amor. O clímax de um bom romance não ocorre logo nos primeiros capítulos, quando ainda faltam 500 páginas para o final. Assim, ficar vidrado nas sensações calorosas e borbulhantes nos momentos iniciais pode nos fazer confundir
excitação com amor.
A paixão desenfreada é uma idealização e frequentemente consiste apenas no sentimento de excitação, às vezes, avassalador. Na verdade, a idealização de quem amamos é o que em grande parte faz do amor uma emoção tão desejável; não há nada de errado em vermos a pessoa amada como "o ser mais maravilhoso do mundo". Só que a idealização tem seu preço: torna o amor maior do que o companheirismo e desejo sexual, pois envolve a glorificação do outro. Aí a levamos ao extremo: procuramos alguém que nos ame totalmente, sem compromissos anteriores, sem paixões recolhidas. Mas é quase impossível encontrar alguém que tenha uma história assim, uma vida sem amores vividos, fracassados ou perdidos.
O problema é que, quando existe exigência excessiva pela perfeição do outro, despimos a pessoa amada da realidade, ela é esmagada com expectativas impossíveis e posta num pedestal, podendo cair a qualquer momento; ou a vemos como alguém que não atingiu seu potencial, não conseguiu realizar-se e acaba sendo fonte de decepções.
Ao contrário de nossas expectativas, o amor não é "a resposta" para tudo; apresenta tanto soluções quanto problemas. Amar, por outro lado, não é entrar num mundo onde não existam desilusões, medos, ciúme, raiva. A idealização do amor tem, portanto, um custo. Não é verdade que tudo de que precisamos é estar amando; necessitamos também de trabalho, de pagar o aluguel, de amigos fiéis, de boa dose de coragem.
A excessiva idealização nos faz pensar no amor como garantia em vez de desafio, numa coisa fixa, não num processo de vaivém, ou seja: ora ele se manifesta, ora não. Esperamos sentir mais do que realmente sentimos e, por isso, desconfiamos de nós mesmos. Acontece que, como qualquer outra emoção, o amor varia de intensidade. E, como a maioria de nós não é capaz de manter um delírio febril por muito tempo, aparecem as dúvidas chatas: "Será que eu ainda o (a) amo?". É como se o amor fosse real só quando é explosivo, obsessivo, quando nos absorve totalmente.
O amor, como todas as outras coisas, deve encaixar-se na vida e, em geral, ela é cheia de problemas e obrigações. Como pergunta, de forma contundente, o filósofo americano Robert Solomon em seu livro O Amor (Editora Saraiva), "por que nos recusamos a admitir que o amor possa ser de meio período", como ocorre com a tristeza, a alegria e os outros sentimentos? Ele continua: "No amor, não queremos só sexo e segurança, mas também felicidade, companhia, diversão, alguém com quem viajar, sair, alguém de quem depender nas horas difíceis...
Portanto, o amor é um estimulante emocional poderoso, que pode parecer milagroso, porém tanto destrói vidas quanto as salva. E ninguém vende um remédio milagroso aos fregueses sem mencionar os efeitos colaterais ou a dosagem ideal". Esses mitos prestam um grande desserviço ao amor. Quem se liberta deles pode ter mais facilidade para encontrar parceiros e estabelecer relações criativas e duradouras.
Por Maria Helena Matarazzo - Sexóloga, publicou, entre outros livros, Guerras Eróticas (Editora Gente)
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo
A paixão desenfreada é uma idealização e frequentemente consiste apenas no sentimento de excitação, às vezes, avassalador. Na verdade, a idealização de quem amamos é o que em grande parte faz do amor uma emoção tão desejável; não há nada de errado em vermos a pessoa amada como "o ser mais maravilhoso do mundo". Só que a idealização tem seu preço: torna o amor maior do que o companheirismo e desejo sexual, pois envolve a glorificação do outro. Aí a levamos ao extremo: procuramos alguém que nos ame totalmente, sem compromissos anteriores, sem paixões recolhidas. Mas é quase impossível encontrar alguém que tenha uma história assim, uma vida sem amores vividos, fracassados ou perdidos.
O problema é que, quando existe exigência excessiva pela perfeição do outro, despimos a pessoa amada da realidade, ela é esmagada com expectativas impossíveis e posta num pedestal, podendo cair a qualquer momento; ou a vemos como alguém que não atingiu seu potencial, não conseguiu realizar-se e acaba sendo fonte de decepções.
Ao contrário de nossas expectativas, o amor não é "a resposta" para tudo; apresenta tanto soluções quanto problemas. Amar, por outro lado, não é entrar num mundo onde não existam desilusões, medos, ciúme, raiva. A idealização do amor tem, portanto, um custo. Não é verdade que tudo de que precisamos é estar amando; necessitamos também de trabalho, de pagar o aluguel, de amigos fiéis, de boa dose de coragem.
A excessiva idealização nos faz pensar no amor como garantia em vez de desafio, numa coisa fixa, não num processo de vaivém, ou seja: ora ele se manifesta, ora não. Esperamos sentir mais do que realmente sentimos e, por isso, desconfiamos de nós mesmos. Acontece que, como qualquer outra emoção, o amor varia de intensidade. E, como a maioria de nós não é capaz de manter um delírio febril por muito tempo, aparecem as dúvidas chatas: "Será que eu ainda o (a) amo?". É como se o amor fosse real só quando é explosivo, obsessivo, quando nos absorve totalmente.
O amor, como todas as outras coisas, deve encaixar-se na vida e, em geral, ela é cheia de problemas e obrigações. Como pergunta, de forma contundente, o filósofo americano Robert Solomon em seu livro O Amor (Editora Saraiva), "por que nos recusamos a admitir que o amor possa ser de meio período", como ocorre com a tristeza, a alegria e os outros sentimentos? Ele continua: "No amor, não queremos só sexo e segurança, mas também felicidade, companhia, diversão, alguém com quem viajar, sair, alguém de quem depender nas horas difíceis...
Portanto, o amor é um estimulante emocional poderoso, que pode parecer milagroso, porém tanto destrói vidas quanto as salva. E ninguém vende um remédio milagroso aos fregueses sem mencionar os efeitos colaterais ou a dosagem ideal". Esses mitos prestam um grande desserviço ao amor. Quem se liberta deles pode ter mais facilidade para encontrar parceiros e estabelecer relações criativas e duradouras.
Por Maria Helena Matarazzo - Sexóloga, publicou, entre outros livros, Guerras Eróticas (Editora Gente)
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo
Grupo Malu-ka por você).
Sobre estar sozinho
Não é apenas
o avanço tecnológico que marcou
o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre os opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem juntos.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e , na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há aconchego o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo...
o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre os opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem juntos.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e , na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há aconchego o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo...
Flávio Gikovate
"A PIOR SOLIDÃO É AQUELA QUE SE SENTE QUANDO ACOMPANHADO"
Flávio Gikovate: médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo
Grupo Malu-ka por você).
SEJA HOMEM
PARA TERMINAR
Se vai se separar, não arrume
desculpas ou evasivas.
Não tente colocar a culpa no outro para ainda se sair como vítima.
Não transfira sua decisão, muito menos queira repartir a culpa.
Não fique cavando erros para sair ileso e diminuir sua pena.
Não procure aliviar a dor com eufemismos.
Não torture com falsas promessas para ganhar tempo,
Não tente colocar a culpa no outro para ainda se sair como vítima.
Não transfira sua decisão, muito menos queira repartir a culpa.
Não fique cavando erros para sair ileso e diminuir sua pena.
Não procure aliviar a dor com eufemismos.
Não torture com falsas promessas para ganhar tempo,
não sustente planos
conjuntos.
Não escolha o melhor dia para evitar conflitos. Não há melhor dia para se despedir. Todo dia é ruim. Todo dia é triste.
Não diga “eu te amo” por convenção, como se fosse um cumprimento, para despistar o que já definiu em segredo.
Não perdure cobranças se já não deseja mais nada.
Não discuta por horas a fio por um preciosismo
Não escolha o melhor dia para evitar conflitos. Não há melhor dia para se despedir. Todo dia é ruim. Todo dia é triste.
Não diga “eu te amo” por convenção, como se fosse um cumprimento, para despistar o que já definiu em segredo.
Não perdure cobranças se já não deseja mais nada.
Não discuta por horas a fio por um preciosismo
ou um deslize se não tem
paciência.
Não imponha sua vontade se não tem vontade.
Não banque o tirano, o ditador, para encobrir o crime do desamor.
Não conte aos amigos o que sente
Não imponha sua vontade se não tem vontade.
Não banque o tirano, o ditador, para encobrir o crime do desamor.
Não conte aos amigos o que sente
se não conta antes para sua companhia.
Não mergulhe na omissão sob a alegação
Não mergulhe na omissão sob a alegação
de que ela não vai entender.
Não pense por ela, não fale por ela, não está mais conectado para traduzir o que ela deseja.
Não faça fiado com o silêncio, não faça empréstimo com as lembranças, não invente de pagar as palavras com juros.
Seja direto, didático, claro.
Que encontre a coragem da simplicidade.
Não pense por ela, não fale por ela, não está mais conectado para traduzir o que ela deseja.
Não faça fiado com o silêncio, não faça empréstimo com as lembranças, não invente de pagar as palavras com juros.
Seja direto, didático, claro.
Que encontre a coragem da simplicidade.
A confusão neste momento gera covardia.
Sem teorias, sem defesa, sem chantagem, sem adiamentos.
Exponha que não ama mais ou o que está envolvido com uma nova pessoa ou que não tem mais interesse.
Mas assuma o ponto final, não finja que é uma vírgula.
Metade dos traumas da separação é que alguém
Sem teorias, sem defesa, sem chantagem, sem adiamentos.
Exponha que não ama mais ou o que está envolvido com uma nova pessoa ou que não tem mais interesse.
Mas assuma o ponto final, não finja que é uma vírgula.
Metade dos traumas da separação é que alguém
saiu sem explicar o motivo.
Metade dos traumas do divórcio é que
Metade dos traumas do divórcio é que
alguém ficou com aquele medo preguiçoso de
transparecer o fim.
E quem é deixado para trás passa o resto dos dias buscando entender o que aconteceu, remoendo o desfecho, carregando o ressentimento de que havia como continuar e inventando motivos.
Não dê trabalho de ressurreição a quem dividiu a vida com você, dê a verdadeira causa do óbito.
É uma injustiça sumir, desaparecer, virar as costas.
O coração é um cartório. Tem que reconhecer firma. Na entrada e na saída de qualquer relacionamento.
Caso foi homem para declarar o amor, tem que ser homem para encerrar o amor.
Caso foi homem para começar o amor, tem que ser homem
E quem é deixado para trás passa o resto dos dias buscando entender o que aconteceu, remoendo o desfecho, carregando o ressentimento de que havia como continuar e inventando motivos.
Não dê trabalho de ressurreição a quem dividiu a vida com você, dê a verdadeira causa do óbito.
É uma injustiça sumir, desaparecer, virar as costas.
O coração é um cartório. Tem que reconhecer firma. Na entrada e na saída de qualquer relacionamento.
Caso foi homem para declarar o amor, tem que ser homem para encerrar o amor.
Caso foi homem para começar o amor, tem que ser homem
para terminar o amor.
Fabrício Carpinejar
Fabrício Carpinejar
Publicado no jornal Zero Hora
Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 11/5/2014 Edição N° 17793
Seu coração é burro?
Já me cansei de ouvir essa reclamação, quase como um pedido de socorro que algumas pessoas insistem em fazer, culpando seu coração por ter tomado alguma atitude equivocada ou por ter sido impulsivo. Há ainda quem o acuse de ser muito emotivo. Ou melhor, de demonstrar demais o que sente. Nunca concordei com esta acusação e continuo sendo defensora absoluta deste que representa nossa dinâmica emocional e sentimental - o coração!
Minha defesa contra tais acusações
injustas está baseada no fato de que a maioria das pessoas confunde esse
danadinho (que realmente pode perder o rebolado e parecer que vai saltar pela
boca quando se apaixona) com um pacote amarrotado e cheio de crenças
equivocadas, medos, traumas e desconfianças.
O coração não é esse pacote! Esse pacote,
frequentemente distorcido com pensamentos confusos, ideias parciais e
preconceitos de todas as ordens é a nossa mente! A mente... mente! De contar
mentiras mesmo. E, assim, mentirosa, ela nos engana. E nos faz acreditar que
toda angústia que sentimos e todos os equívocos que cometemos é culpa do
coração. Não é!
Veja bem! O coração é sábio. É sensível,
perspicaz e intuitivo. Ele sempre acredita no amor, e sabe diferenciar uma
cilada de uma oportunidade de ser feliz. O coração é silencioso. Barulhenta é a
mente. O coração é tranquilo e pacífico. Agitada é a mente. O coração é centrado
e sabe o que quer, como quer. Confusa, volúvel e "maria-vai-com-as-outras" é a
mente.
Não vou dizer que o coração pensa antes de
agir, porque ele não pensa. O coração sente. E quando sente, sabe! Quem pensa,
pensa, pensa e ainda assim faz burrice, é a mente. Pergunta pra todo mundo e não
sabe a quem ouvir. A mente quer respostas. Quer certezas e explicações. Quer
acabar com a dor de qualquer jeito. A mente dói e se perde. O coração dói e
aprende. Fica mais forte e ainda mais sábio.
Então, se você quer parar de ser enganado
por sua mente e começar a seguir seu sábio coração, anote essas dicas! Quando
estiver sofrendo por amor, quando estiver se sentindo abandonado, trocado,
preterido ou traído, quando não souber o que fazer, quando estiver perdido, com
medo de demonstrar o que sente e não ser correspondido... apenas pare, respire
fundo, relaxe os músculos e vá aquietando-se...
Parece simples, mas não é! Pode-se levar
uma vida inteira para conseguir apenas parar, respirar, relaxar e aquietar-se.
Pode-se levar uma vida toda para conseguir "calar as vozes-confusas-e-tolas" da
sua mente e "conectar-se com o silêncio-que-tudo-diz" do seu coração. Mas quanto
antes você começar a treinar, mais rapidamente vai conseguir. E menos vai
sofrer!
Lembre-se! Agitação, confusão, angústia,
mentiras e enganos têm a ver com a mente. Tire o foco dela. Pare de prestar
atenção nas vozes que gritam dentro dela. Apenas respire. Aquiete-se. E quando
sentir que, enfim, está conectado com a sua essência, então apenas pergunte-se:
"o que eu quero?", "o que eu realmente quero fazer diante desta situação...
falar?... demonstrar?... esclarecer?... ou esperar... até que não restem mais
perguntas... até que o silêncio seja a certeza de que agora é a hora
certa...?".
O amor não é uma guerra complicada entre
duas mentes que não se ouvem e não se enxergam. É uma sintonia mágica entre dois
corações que se sentem e se sabem. Simples assim!
:: Rosana Braga ::
Sou comprometido, mas estou a fim de outra pessoa... E agora?
Você já tem um relacionamento, mas - de repente - se descobre com os batimentos cardíacos acelerados diante de outra pessoa. Seus pensamentos insistem em se voltar para quem, no contexto atual,
ocupa o lugar de terceira pessoa.
O fato é que estar comprometido
e, ainda assim, sentir-se atraído por outra pessoa é mais comum do que se
imagina. Sim, porque atração é algo que se sente por instinto, sem que se tenha
controle. Ao passo que se comprometer com alguém é algo que se faz por escolha.
Portanto, a questão é: o que você quer?
O que você realmente quer?
Diante de um cenário como este,
onde você se vê entre dois amores - ou pelo menos desejando duas pessoas ao
mesmo tempo - o mais provável é que sua resposta seja algo como "não sei, estou
confuso!". Muito bem! Então, é hora de respirar fundo e ponderar.
Se a pessoa com quem você está
comprometido atualmente for realmente importante para você, o melhor é que não
tome decisões precipitadas e nem aja motivado apenas pelo desejo. Ele pode te
enganar. E pode te conduzir a armadilhas das quais talvez você não consiga sair
sem profundos arranhões ou até machucados bastante dolorosos.
E se o que começou como uma
mera atração passou a ocupar um espaço tão grande na sua vida, é provável que
chegue o momento de rever suas escolhas.
E agora? O que fazer? Com quem ficar?
Qual sentimento preferir e de qual abrir mão?
Questões que são mesmo
complexas e nada fáceis de serem respondidas, mas que precisam ser consideradas.
Lidar com o próprio coração pode ser, muitas vezes, como procurar o fio da
meada, desfazer grandes nós e se esforçar para sair de um
labirinto.
Minha sugestão é que você seja
o mais sincero possível. Em primeiro lugar, consigo mesmo. Não tente se enganar
e nem mentir para si. Julgamentos de valor também não ajudam muito. Não se trata
de certo ou errado. Trata-se de ser digno diante de tudo o que faz parte da sua
verdade, da sua vida, do seu mundo.
Se perceber que a situação está
ficando insustentável, talvez valha uma conversa muito transparente com as
pessoas envolvidas. Cada uma em seu tempo. Cada qual em seu contexto. Sempre se
responsabilizando por seus sentimentos e suas dúvidas. Sem jamais ser
cruel.
Todos os sentimentos são
válidos e têm grande importância. Sempre podem servir para nos ensinar lições
para toda a vida. Fazem-nos amadurecer e enchem nossa história de significados e
lembranças. Mas para que sejam construtivos e criativos, precisam ser vividos
com ética.
Chegará o dia em que seu
coração encontrará a resposta e saberá exatamente o que fazer e com quem ficar.
Mas até lá, lembre-se de que nada é mais engrandecedor do que aprender a compor
emoção e razão; desejo e lucidez; ontem, hoje e amanhã. Assim, qualquer que seja
a sua escolha, haverá nela o seu coração por inteiro.
Procura-se beijos que satisfaçam!
A impressão que tenho
é de que estamos todos tentando satisfazer um mesmo desejo, porém de maneira tão
individualista e ansiosa que perdemos a noção do que realmente importa.
Assim, a carência
afetiva tem se transformado numa verdadeira epidemia. Vivemos num mundo onde
tudo o que fazemos nos induz a “ter” cada vez mais. Um celular novo, um sapato
de outra cor, uma jaqueta diferente, uma viagem em suaves
prestações...
E enquanto isso, nos
sentimos cada vez mais vazios. Nossa voz interna faz um eco que chega a doer; e
tudo o que poderia nos fazer sentir melhores seria
“apenas” um pouco de
carinho.
A carência é tão
grande, a sensação de solidão é tão forte que nos dispomos a pagar por
companhia, por uma remota possibilidade de conseguir um pouco de carinho. Talvez
você argumente: “de forma alguma, eu nunca saí com uma garota ou um garoto de
programa; jamais pagaria para ter carinho!”.
Pois é, mas não é de
dinheiro que estou falando. Estou falando das escolhas que fazemos,
indiscriminadamente, em busca de afeto; das relações sexuais fáceis e fugazes,
da liberação desenfreada de intimidade, da cama que chega às relações muito
antes de uma apresentação de corações... Expomos nossos corpos, mas escondemos
nossos sentimentos de qualquer maneira!!!
Ou, ao contrário de
tudo isso, estou falando da amargura e do mau-humor que toma conta daqueles que
não fazem nada disso, que se fecham feito ostras, criticando e maldizendo quem
se entrega, quem transa, quem sai em busca de afeto...
Enfim, os extremos
demonstram exatamente o quanto pagamos. De uma forma ou de outra, estamos
pagando pelo carinho que não damos e pelo carinho que, muitas vezes, não nos
abrimos para receber.
Ou seja, se sexo
realmente fosse tão bom, poderoso e suficiente quanto “prometem” as revistas
femininas, as cenas equivocadamente exageradas das novelas ou os sites eróticos,
estaríamos satisfeitos, não é? Mas não estamos, definitivamente não
estamos!
Sabe por quê? Porque
falta conteúdo nestas atitudes, nestes encontros. Não se trata de julgamento de
valor nem de pudor hipócrita. Não se trata de contar quantas vezes já esteve com
alguém para saber se já pode transar
sem ser chamada de ‘fácil’...
Trata-se de
disponibilidade para dar e receber afeto de verdade, sem contabilizar, sem
morrer de medo de parecer tolo; sem ser, de fato, pegajoso ou insensível...
apenas encontrar a sua medida, o seu verdadeiro desejo de compartilhar o seu
melhor!
Muito mais do que
orgasmos múltiplos, precisamos urgentemente de um abraço que encosta coração com
coração, de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos
que desejam, sobretudo, fazer o outro se sentir querido, vivo. Tocar o outro é
acordar as suas células, é revivescer seus poros, é oferecer um alento, uma
esperança, um pouco de humanidade, tão escassa em nossas relações.
Talvez você pense: mas
eu não tenho ninguém que esteja disposto a fazer isso comigo, a me dar este
presente. Pois é. Esta é a matemática mais enganosa e catastrófica sob a qual
temos vivido. Quem disse que você precisa ficar à espera de alguém que faça isso
por você?!?
Não! Você não precisa,
acredite! De pessoas à espera de soluções o mundo está farto! Precisamos
daqueles que estão dispostos a “serem” a solução! Portanto, se você quer
vivenciar o amor, torne-se o próprio amor, o próprio carinho, a própria carícia.
Torne-se a diferença na vida daqueles com quem você se relaciona, para quem você
se disponibiliza.
A
partir de hoje, ao invés de sair por aí dizendo que vai “beijar muuuuito”,
concentre-se na sua capacidade de dar afeto e surpreenda-se com o resultado.
Beije sim, sem se preocupar se é muito ou pouco. Beijar é bom, muito bom, sem
dúvida; mas empenhe-se antes em trocar afeto, em se relacionar exercitando o
respeito pelo outro, o respeito por si mesmo... e estou certa de que os
encontros
valerão muito mais a pena!
Rosana Braga
Reconhecida como uma das maiores especialistas em
relacionamentos interpessoais do país, pesquisadora da área há mais de 10 anos,
Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em
relacionamentos. Autora de 5 livros e DVDs de Treinamento, tais como ‘O Poder
da Gentileza’, ‘Faça o Amor Valer a Pena’, 'Inteligência Afetiva – 2 volumes',
entre outros.
Seu amor foi roubado de você?
Quem quer ser trocado? Quem quer ser preterido por outra pessoa? É verdade: descobrir que a pessoa que você ama preferiu ficar com outra em vez de continuar com você dói! E não é pouco, não! Diria que raras situações são tão dolorosas como essa!
A pessoa fica sem chão. Não sabe o
que fazer e nem para onde ir. A pergunta que grita dentro dela, entre lágrimas e
um milhão de pontos de interrogação, é: "e agora?". Mas tem outras: "o que fiz
de errado?", "o que aquela pessoa tem que eu não tenho?", "o que deveria ter
sido diferente?", entre outras que, quer saber? Em princípio, não ajudam em
nada!
Algumas pessoas, ainda, decidem
interpretar essa situação como se seu amor tivesse sido roubado. Será? Será
mesmo que alguém rouba uma pessoa adulta, inteligente, com vontade própria e que
sabe fazer escolhas? Não me parece! Então, por mais difícil que seja, é bom
começar a admitir que ele foi porque quis. Que ele fez uma escolha. E que, acima
de tudo, ele tem esse direito!
E isso quer dizer alguma coisa!
Alguma coisa muito importante e que você precisa escutar: neste momento, era o
melhor que poderia ter acontecido! Era assim que tinha de ser! Nada é por acaso!
Você pode não compreender agora. Mas vai compreender mais pra frente. Você pode
estar doendo mortalmente, mas vai passar, pode apostar. E enquanto não passa,
você tem saída! Tem opções. Não precisa doer sozinho. Não precisa suportar tudo
isso bem quietinho.
Veja bem! Fazer um baita escândalo
e expor todo mundo é uma saída. Mas não é a melhor, certamente. Não é
inteligente e, muito provavelmente, você vai se arrepender antes mesmo de se
sentir melhor de verdade. Gritar e chorar muito também é uma saída. Mas melhor
que você faça isso dentro de casa, esmurrando um travesseiro de preferência. É
bom pra colocar pra fora essa dor dilacerante.
Falar o que pensa e sente também é
bom! Mas que seja para a pessoa certa. Se for possível, para o ex-amor. Além
disso, um bom profissional, tipo um psicoterapeuta, pode ser fundamental. Alguém
que ajude você a assimilar e digerir o que aconteceu e a lidar com o que está
acontecendo pode ser a grande diferença entre um passo adiante e a estagnação
diante da dor.
No mais, viver um dia de cada vez é
essencial! Ninguém vive o luto da perda de um amor numa noite. É um processo. E
pode ser repleto de aprendizados e amadurecimento. Tudo vai depender do que você
vai fazer com o que está sentindo. Culpar o amante por ter roubado seu amor não
é, definitivamente, uma conclusão eficiente. Serve apenas para tornar você uma
mera vítima das circunstâncias. E vítimas são reféns do destino. Não se deixe
ocupar esse lugar!
Permita-se sofrer, sim. Peça colo
aos amigos e familiares. Você realmente vai precisar de alguns dias, semanas e
talvez até meses para se restabelecer. Tudo bem! Acolha-se! Respeite sua dor.
Mas permaneça atento, porque quando se sentir um pouco mais forte, será hora de
se levantar.
E daí, meu caro, se você tiver
aproveitado esse tempo para rever a sua parte nesta situação, para aprender com
seus próprios enganos e para se dar conta de suas crenças limitantes, nada mais
poderá detê-lo. Você vai voltar pra vida e pro amor muito melhor, muito mais
pronto para atrair, não alguém que esteja em dúvida ou que abandone o barco na
primeira dificuldade. Não alguém que minta e seja covarde no momento de fazer
uma escolha. Não!
Alguém que esteja disposto a
permanecer ao seu lado para o que der e vier. Alguém que, embora não possa lhe
garantir a eternidade, pode sim, comprometer-se com a verdade desse amor dia
após dia. Por que se acabar, não será por qualquer tipo de delito ou crime
contra um coração! Será, sobretudo, por dignidade.
Porque é assim que é... e o tempo escancara essa verdade!
Porque é assim que é... e o tempo escancara essa verdade!
:: Rosana Braga ::
DEPOIS DOS 40
Posted: 28 Feb 2014 06:38 AM PST
O sexo não é mais performance, exaustão, é
fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a
intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no
primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose
da disputa ou do controle.
A mulher de 40 não diminui o ritmo da
intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de uma transa. Pode assistir um
filme com a intensidade de uma transa. Pode conversar com a intensidade de uma
transa. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo
momento.
Tomar o café da manhã não é apenas um
desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus
sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua
memória, de suas escolhas.
Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu
separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou
dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já
recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir
pelo outro ou amar pelos dois.
A mulher de 40 anos, cansada das aparências,
cometerá excessos perfeitos. É mais louca do que a loucura porque não se
recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda
culpa para o dia seguinte.
A beleza se torna também um estado de
espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância
das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos.
Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A
suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.
O riso não é mais bobo, mas atento e
misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria
improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.
Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de
intenções e requisitos.
Há a leveza de não explicar mais a vida. A
leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para
confirmar expectativas.
A mulher de 40 é a felicidade de não ter
sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo
que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia
esperança.
Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade
do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua
expressividade ao falar.
A beleza está acrescida de caráter. Do
destemor que enfrenta os problemas, da facilidade que sai da crise.
A beleza é vaidosa da linguagem, do bom
humor. A beleza é vaidosa da inteligência, da gentileza.
Depois dos 40 anos não há depois, é tudo
agora.
Fabrício Carpinejar
Publicado na Revista Isto É Gente
Março de 2014 p. 50
Ano 14 Número 706
Colunista
Do que você é capaz
:: Rosana Braga ::
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você).
:: Rosana Braga ::
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você).
Março de 2014 p. 50
Ano 14 Número 706
Colunista
Do que você é capaz
quando está com
ciúme?
Há quem garanta que o ciúme é o
tempero do amor. Outros justificam esse sentimento afirmando que quem ama,
cuida. As duas assertivas fazem algum sentido, especialmente se considerarmos a
dose. Ou seja, ciúme excessivo em vez de temperar, envenena as relações. E quem
ama, cuida sim, mas também se lembra de que monstros e situações mal resolvidas
minam qualquer intenção, por melhor que seja.
A ideia não é brigar com os
sentimentos - sejam eles quais forem. Sentimentos são humanos e podem nos
ensinar muito sobre quem somos. São chaves para o autoconhecimento e para a
conquista da maturidade. Portanto, a ideia é aprender a percebê-los e a lidar
com eles. No caso do ciúme, o aprendizado é experimentá-lo com bom senso e
equilíbrio. Sei que muitos não conseguem sequer imaginar essa combinação. Ciúme,
em muitos casos, não tem absolutamente nada a ver com bom senso e equilíbrio - e
é aí que está o problema.
Vale esclarecer que este sentimento
não tem, necessariamente, a ver com os fatos. Explico: tem gente que acredita
que o outro só pode se sentir enciumado se tiver, de fato, um motivo. Ou seja,
se seu par estiver olhando pros lados, paquerando ou traindo. Não é bem assim.
Claro que o ciúme pode ser motivado pela realidade, mas em muitos casos, tem a
ver bem mais com a dinâmica de quem o sente do que com o que o outro faz.
Uma pessoa pode sentir ciúme por
estar insegura, por não confiar nos outros, por conta da atitude de um terceiro,
por ter medo de ser enganado, entre várias outras razões que não refletem a
concretização de um fato. E vale lembrar também que chamar o ciumento de
"maluco", "lunático" ou qualquer adjetivo pejorativo não ajuda em nada. É
provável que ele só queira ser acolhido. Na maioria das vezes, basta ouvi-lo e
se colocar no lugar dele para que se acalme. Aí, sim, a situação se torna motivo
para esquentar a relação,
podendo até render uma picante noite de
amor.
Por outro lado, é muito importante
que o ciumento se observe e reflita sobre seu comportamento. Sentir ciúme é
aceitável e até compreensível, mas criar constrangimentos ao seu redor, reagir
sem ponderar, "fazer barraco" e "descer do salto", acusando os outros de serem
os únicos responsáveis por seus próprios sentimentos é sinal de imaturidade e
falta de noção. E isso é realmente muito desgastante! Quase impossível render
algo de sedutor e prazeroso.
Creio que a questão essencial seja:
do que você é capaz quando está com ciúme? Se considerarmos que existem pessoas
que choram, outras que gritam, as que se fecham, que ficam sem falar com o
outro, que fazem escândalo, que rompem a relação ou a tornam o centro de toda a
sua vida, e ainda aquelas que são capazes de matar, literalmente, a quem julgam
culpado pelo que sentem, já dá para perceber que o ciúme tem sido justificativa
para as mais variáveis decisões.
Assim sendo, se você tem se dado
conta de que o ciúme é um problema e até um obstáculo para o seu sucesso no
amor, saiba que descobrir a resposta para esta pergunta - do que você é capaz
quando está com ciúme? - vai revelar muito a seu respeito. E vai possibilitar
que você se empenhe em encontrar maneiras mais criativas e coerentes de lidar
com o que sente. Porque esta é a única diferença entre quem é feliz e quem não
é: não o que sente,
mas como lida com seus sentimentos!
mas como lida com seus sentimentos!
:: Rosana Braga ::
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você).
Sexo casual: fazer ou não
fazer?
Há tempos venho pensando no
assunto. Não exatamente sobre fazer ou não fazer, mas sobre a conotação que as
pessoas, a sociedade e a mídia têm dado ao ato sexual. A impressão que fica é de
que, na maioria das vezes, temos caído em dois perigosos extremos: ou se
romantiza demais ou se banaliza demais!
Portanto, penso que o ideal, ao
falarmos sobre o assunto, é tentar encontrar o equilíbrio e, sobretudo, a
possibilidade de uma postura saudável diante das escolhas. Sem querer minimizar
o que quer que faça parte dos valores de cada um, apenas para facilitar a
compreensão, penso que podemos traçar um paralelo entre sexo e
comida.
A começar pelo sábio ditado que diz
que "somos o que comemos", podemos ter uma ideia da importância de nossas
escolhas ao compor nosso cardápio diário. Comer demais causa obesidade. Gordura
em excesso entope as artérias do coração e causa doenças cardíacas. Açúcar além
da conta pode causar, entre outros danos, diabetes. Alimentos industrializados
podem provocar câncer. Por outro lado, alimentos naturais e até mesmo alguns não
tão politicamente corretos, quando consumidos com moderação e consciência, não
prejudicam a saúde. E por aí vai...
Você certamente já sabe de tudo
isso.
Bem, com as relações sexuais, é
mais ou menos a mesma coisa. Poderia citar aqui o que pode causar o sexo sem
responsabilidade, mas acredito ser desnecessário. Sendo assim, se a pergunta é
"sexo casual: fazer ou não fazer?", sugiro algumas importantes reflexões: este
status de "casual" é uma opção ou uma falta de opção? E se é uma opção, ela tem
a ver com uma atitude também casual ou recorrente? Se for recorrente, será que
se trata de uma fuga, um medo, uma dificuldade de estabelecer vínculos afetivos?
Está tentando enganar a quem?
No mais, você realmente quer ou
simplesmente está se deixando levar pela escolha do outro? Você está
reconhecendo seu próprio desejo, em seu corpo, em seus batimentos cardíacos, ou
apenas está reproduzindo um comportamento ditado pela mídia como sendo o mais
condizente com os tempos atuais?
O fato é que se você tem se tornado
aquele tipo de pessoa que vai às baladas e já parte para os "finalmentes",
certamente está banalizando o ato sexual, desconsiderando seus sentimentos e
desvalorizando seu coração. E se, por outro lado, vive negando sua sexualidade,
usando seu sexo como passaporte para conquistar algum outro status ou
transformando-o numa espécie de leilão, também está seguramente se equivocando
na dose.
Transar ou não transar tem que
estar diretamente relacionado com uma fórmula poderosíssima: aquela resultante
da combinação entre o que você sente, pensa e quer. Ou melhor, seus sentimentos,
desejos,
valores e responsabilidades.
Quer? Acredita que não está
violando sua própria ética? Pode arcar com as consequências? Sabe fazer com
responsabilidade? Então, vá por inteiro. Entregue-se de corpo e alma e faça esse
momento valer a pena. Sem culpas, sem tabus, sem pudores inúteis e sem falsos
moralismos. Porque sendo casual ou não, fazer amor tem de ser uma escolha que
conduza os envolvidos ao prazer, à alegria, à delícia de se saber visto, querido
e pulsante! E isso só pode ter a ver com maturidade e, por que não dizer?,
amor...
:: Rosana Braga ::
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você).
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