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Mulher - Mãe

Homenagem às Mulheres pelo Dia Internacional da Mulher - 08 de Março de 2015   Lembras quando me destes tuas entranhas Para qu...

PSICOLOGIA


 Série: COMPORTAMENTO ENTRE CASAIS

Você leva tudo pro lado pessoal?
 
 
 
 
Já conheceu alguém que, diante de qualquer comentário, rapidamente se sente ofendida e fica brava? Pessoas assim, em geral, são intolerantes e irritadiças, mantendo um semblante severo e um clima tenso ao seu redor. Levam as situações para o lado pessoal e apostam que estão, o tempo todo, tentando provoca-las, como se fossem alvo de perseguição do mundo!
 
Ufa! Assim as relações se transformam facilmente em guerras e disputas, principalmente se o outro "aceitar" o convite para esta dinâmica onde o único objetivo é provar quem está certo e quem está errado. E o triste é que, muitos casais, sem se darem conta deste vício que se instaura na relação, vão se ofendendo e se desgastando mutuamente, até que reste entre eles somente ressentimentos e dores.
 
Penso que um outro jeito de funcionar, bem mais leve e saudável, seria começar a enxergar as situações como se elas fossem exatamente o que são: apenas situações passageiras. E que podem até estar relacionadas com você, mas nunca somente com você! Tem a ver também com o outro e com as circunstâncias efêmeras e, na maioria das vezes, sem grande importância.
 
Sim, comece a relevar um pouco mais se realmente quer ser feliz. Comece a rir de si mesmo e a compreender, de uma vez por todas, que não vale a pena levar tudo a "ferro e fogo" ou "ao pé da letra", porque quase nada é o que parece ser. Ou seja, a vida é aquilo que acreditamos que ela seja, em última análise.
 
Que tal imaginar-se como protagonista de um filme. Se ele for do gênero comédia, então, as situações são piadas. Se for romântico, então, são dificuldades que levarão você a um amor maior. Se for aventura, então, trata-se de diversão, prazer e novas experiências. Se for uma ficção científica, você pode entender cada dia como um mistério a ser descoberto. Você também pode escolher viver um drama. Se for com final feliz, as situações poderão ser grandes lições para que você se torne cada vez mais forte.
 
No entanto, se decidir viver sua vida como um filme com final desolador ou ainda como um filme de terror ou de guerra, então, apenas lembre-se que não só a sua história será afetada por isso, mas também a das pessoas que você mais ama e daquelas com quem você mais convive. Porque você nunca viverá o seu filme sozinho, embora possa termina-lo assim, sem ninguém por perto.
 
Pense nisso e amplie seus horizontes. Abra a mente e veja além do que seus olhos podem alcançar. Não se defenda tanto. Não tenha tanto medo de ser atacado ou de sofrer. Grande parte de nossas preocupações nunca se tornam reais. E no mais, o amor pode estar à espreita, apenas esperando que você relaxe, aquiete-se e permita-se!
 
 
 :: Rosana Braga ::





O outro só faz com você o que você permite!

Tenho uma amiga que vive reclamando de um irmão folgado! É bem provável que você também conheça alguém assim, que vive perdendo a noção do bom senso, que mexe nas coisas dos outros, que desrespeita o espaço alheio, humilha, passa dos limites. É o típico egoísta, sem noção!
Se você convive com alguém assim, também é provável que já tenha se sentido invadido, desrespeitado, magoado e até com raiva! Talvez tenha se sentido impotente, feito de bobo e como se estivesse num "mato sem cachorro", sem saber como se livrar      dessa situação.
Em geral, cenários como esse despertam na vítima do folgado acusações do tipo "não aguento mais!", "fulano só olha para o seu próprio umbigo", "sicrana abusa de mim, é mal-educada e já não sei mais o que fazer!", "já pedi pra beltrano parar com isso, já chorei, já implorei e nada de mudanças!".
Se você descobrisse que tem um jeito de mudar essa situação e de essa pessoa parar de folgar com você, você se interessaria em saber que jeito é esse? Imagino que sim. Então, relaxe, pois felizmente esse jeito existe! E eu vou te contar qual é, mas antes, deixe-me fazer algumas perguntas, considerando que você é uma pessoa adulta, saudável e capaz de se cuidar!
Quem manda na sua vida?
Quem decide como você se comporta?
Quem arca com as consequências de suas atitudes e escolhas?
Quem decide o que você faz com o que você sente?
Esteja você convencido disso ou não, para todas as perguntas só existe uma resposta: você! Sim, é você quem manda na sua vida, incluindo o fato de deixar ou não que outra pessoa mande em você. É você também quem decide como vai se comportar diante de qualquer situação, mesmo quando acredita que está decidindo por causa de outra pessoa. 
Tenha consciência disso ou não, a escolha foi sua.
É você quem arca com as consequências de tudo o que você faz ou deixa de fazer, embora possa fazer ou deixar de fazer só para atingir outras pessoas. E se você vive dizendo que "a gente não escolhe o que sente", tem toda a razão. Mas saiba que a gente escolhe, sempre, o que vai fazer com aquilo que sente. Por isso, é bom que você comece a se dar conta do que sente e de como reage a cada um de seus sentimentos.
E agora, tendo ciência de que sua vida é um problema exclusivamente seu, e que quanto mais clareza você tiver para administrá-la, melhor será não só a sua, mas também a vida das pessoas que você ama, podemos falar de como se livrar daquela pessoa que não perde a chance de folgar com você e te incomodar profundamente.
E o jeito é: mude você com ela! Deixe claro que ela está passando dos limites e que isso está te incomodando. E que diante dessa situação, você tem duas opções: esperar que ela mude depois dessa conversa ou se afastar dela, ignorá-la. Afinal, a ideia não é fazer algo contra ela e, sim, a seu favor.
Como responsável por si, é seu dever buscar ambientes e pessoas harmoniosos, onde e com quem seja possível uma convivência minimamente equilibrada e satisfatória. E se ela não estiver disposta a colaborar com esse cenário, então que a relação entre vocês não exista ou exista no nível estritamente necessário.
E assim, conversando, pontuando e sendo flexível, até mesmo as pessoas folgadas pensarão antes de folgar com você. Porque se tem algo que você pode apostar é que elas sabem exatamente quem permite e quem não permite abusos. Sem contar que mostrar os seus limites com firmeza, mas sem perder a suavidade é o suprassumo da gentileza!

:: Rosana Braga :: 









Bacana, sacana ou banana: 
que tipo você é no amor?

A reclamação é geral! Toda vez que converso informalmente ou dou consultoria de relacionamento a alguém, especialmente com idade entre 25 e 45 anos, seja homem ou mulher, o que ouço é mais ou menos o seguinte: as pessoas estão malucas, não querem nada sério, só pensam em sexo!



Penso que a maior loucura tem sido manter um abismo insano entre o que se mostra e o que se quer. Essa mania de acreditar que é preciso manter uma aparência socialmente interessante a despeito do que se é de verdade. Sabe qual é a doideira disso? É que é uma completa viagem acreditar que você sabe qual é a aparência que vai interessar ao outro! Não sabe!!!



O grande problema é ficar tentando parecer e não ser! Daí, você termina sendo (talvez até sem perceber) um "banana" porque isso parece interessante. Explico: pessoas "bananas" são aquelas consideradas "boazinhas". Fazem de tudo pra agradar. Dizem sempre "sim". São super solícitas. Quer saber? No fundo, no fundo, mesmo sem intenção, pessoas assim são as mais manipuladoras que existem.



Elas querem adivinhar o que o outro gosta. E ao tentar corresponder os desejos do outro, seu único intuito é que ele retribua depois essa "bondade gratuita". Que esse outro faça exatamente o que o bonzinho deseja. Não se conhece. Ou não se assume porque tem medo de não agradar. Prefere focar no desejo do outro como estratégia para ser amado. Não vai ser. Ou será por muito menos tempo do que gostaria. 
Querendo parecer bacanas, são bananas.



E o sacana? É aquele que só olha pro próprio umbigo. Que faz somente o que quer, quando quer. Em geral, se nomeiam "sinceros demais". Falam o que pensam sem se importar com o que vão causar. Seu lema é "ema, ema, ema - cada um com seus problemas". E sabe o que é pior? O "banana", em geral, fica completamente apaixonado. e frustrado! É por isso que o bonzinho costuma sofrer tanto por amor! E o sacana segue mentindo pra si mesmo sobre estar feliz!



Na verdade, pessoas sacanas se sentem vazias e sozinhas, mas rapidamente vão pra balada, beijam, transam e vivem o momento como bem entendem. Tapam o buraco interno com a peneira e se enganam repetidas vezes, sustentando uma aparência que convence só os bananas. 
Querendo parecer bacanas, são sacanas.



E a pessoa bacana? É aquele aberta para si mesma e para o outro. Vive o que sente, observando o que acontece dentro de si e ao seu redor. Sabe que a vida e o amor são como uma dança. Precisa de atenção, sintonia, ritmo, cuidado e flexibilidade! Não dá para fazer tudo o que o outro quer, nem só fazer o que ela mesma quer. Tem de ter equilíbrio e sensibilidade. Tem de se conhecer. Tem de saber qual o seu tempo, qual o seu tom.



Bacana mesmo é ser espontâneo. É errar e consertar. É se enganar e aprender. É doer e recomeçar. É arriscar, tentar, amadurecer e apostar no que cada um tem de melhor. Porque a real é que tem muita gente bacana no mundo. Muita mesmo. Mas se você não acredita, simplesmente não vê! Deixa o bacana passar e fica reforçando sua crença ao observar os bananas e os sacanas!



Mude o foco! Abra a mente. Ilumine o coração. Aposte no que você quer e se mantenha no ritmo, porque quando menos esperar, encontrará um par para a coreografia do amor que deseja viver. Afinal, quando você é bacana, bacana mesmo, na teoria e na prática, sem medo de parecer banana ou sacana, você atrai gente bacana! Inevitável assim!



Rosana Braga




O sexo aos 50
 


Psicóloga diz que qualidade no sexo 
nessa fase é possível 

Viver com qualidade e satisfação à medida que os anos passam, além de ser um objetivo pessoal para a maioria das pessoas, é uma realidade que muitos têm experimentado hoje em dia. Se você não está vivendo assim, então é hora de buscar informações e alternativas para conquistar uma vida satisfatória na maturidade.

A qualidade de vida passa também pela sexualidade. Dizer que o desejo vai embora após os sessenta é um mito. As pessoas continuam tendo desejo sexual até o fim da vida, só que ele muda de intensidade. A vontade de amar, ser amado, ter intimidade, carinho e companheirismo é muito saudável. Manter essa chama acesa é tão importante quanto tomar remédios e fazer exercícios físicos. Pois, quando estamos sexualmente ativos, a autoestima melhora, o humor fica mais leve, enfim, a vida ganha mais colorido. Isso acontece devido à produção de endorfina, que é uma das substâncias produzidas pelo cérebro durante o ato sexual e que afeta as sensações de ânimo, otimismo e de prazer.

Infelizmente, ainda existe muito preconceito quando pessoas que já passaram dos sessenta manifestam desejo sexual e vontade de ter um parceiro. Mas está na hora de quebrar os preconceitos e mostrar aos mais jovens que é possível, sim, continuar namorando nessa idade. Existem até alguns aspectos dessa fase da vida que contribuem para isso, como por exemplo: não ter preocupações com filhos pequenos, estar livre de obrigações com o trabalho e ter mais tempo livre para desfrutar a relação.

Enfim, a sexualidade é possível não apenas na quinta, mas no sábado, na terça, aos sessenta ou setenta anos de idade. Conforme os anos passam, a quantidade diminui, mas pode-se ganhar na qualidade dos afetos. É possível sim ter uma relação prazerosa, mas o casal precisa estar em sintonia 

e continuar investindo na sua sexualidade.

É óbvio que o corpo muda com a idade, inclusive os órgãos sexuais e a produção de hormônios. Mas a medicina trouxe grandes avanços com a reposição hormonal para mulheres, o viagra para os homens e muitos outros medicamentos e tratamentos que têm contribuído para que homens e mulheres continuem tendo uma vida sexual ativa. Manter o corpo saudável, cuidar da aparência, usar roupas sensuais, cuidar das emoções e manter o bom humor são ingredientes importantes para conquistar uma sexualidade prazerosa e uma vida mais satisfatória.
 


Miriam Barros - Psicóloga clínica. 

http://www.maisde50.com.br
 
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo 

Grupo Malu-ka por você).





Por que você está só?
Sexóloga mostra os perigos de acreditar nos mitos sobre o amor

 
As pessoas têm ideias erradas sobre o amor; como a de que, quando amamos, não precisamos de nada mais. Outro erro é confundi-lo com a excitação e a euforia do início da união. Esses mitos prestam um grande desserviço ao amor. Ao se livrar deles fica mais fácil encontrar parceiros e estabelecer relações mais criativas e duradouras. Há muitas crenças falsas sobre o amor. Uma delas defende que "é bom em si e, se amarmos, não precisamos de nada mais"; outra propõe que "surge do nada e é eterno".

A idéia de que o sentimento é sempre bom sugere que deveríamos amar sem problemas; já a de que surge do nada indica que temos de esperar por ele, em vez de procurá-lo. É também um absurdo pensar no amor como um sentimento e depois queixar-se de que não é duradouro. Sentimentos mudam.

Aquela emoção inebriante e arrebatadora ligada ao sexo prolonga-se por algumas horas; ou poucos dias; a excitação e a euforia talvez duram meses, mas isso ainda é um tempo curto no calendário do amor. O clímax de um bom romance não ocorre logo nos primeiros capítulos, quando ainda faltam 500 páginas para o final. Assim, ficar vidrado nas sensações calorosas e borbulhantes nos momentos iniciais pode nos fazer confundir 
excitação com amor.

A paixão desenfreada é uma idealização e frequentemente consiste apenas no sentimento de excitação, às vezes, avassalador. Na verdade, a idealização de quem amamos é o que em grande parte faz do amor uma emoção tão desejável; não há nada de errado em vermos a pessoa amada como "o ser mais maravilhoso do mundo". Só que a idealização tem seu preço: torna o amor maior do que o companheirismo e desejo sexual, pois envolve a glorificação do outro. Aí a levamos ao extremo: procuramos alguém que nos ame totalmente, sem compromissos anteriores, sem paixões recolhidas. Mas é quase impossível encontrar alguém que tenha uma história assim, uma vida sem amores vividos, fracassados ou perdidos.

O problema é que, quando existe exigência excessiva pela perfeição do outro, despimos a pessoa amada da realidade, ela é esmagada com expectativas impossíveis e posta num pedestal, podendo cair a qualquer momento; ou a vemos como alguém que não atingiu seu potencial, não conseguiu realizar-se e acaba sendo fonte de decepções.

Ao contrário de nossas expectativas, o amor não é "a resposta" para tudo; apresenta tanto soluções quanto problemas. Amar, por outro lado, não é entrar num mundo onde não existam desilusões, medos, ciúme, raiva. A idealização do amor tem, portanto, um custo. Não é verdade que tudo de que precisamos é estar amando; necessitamos também de trabalho, de pagar o aluguel, de amigos fiéis, de boa dose de coragem.

A excessiva idealização nos faz pensar no amor como garantia em vez de desafio, numa coisa fixa, não num processo de vaivém, ou seja: ora ele se manifesta, ora não. Esperamos sentir mais do que realmente sentimos e, por isso, desconfiamos de nós mesmos. Acontece que, como qualquer outra emoção, o amor varia de intensidade. E, como a maioria de nós não é capaz de manter um delírio febril por muito tempo, aparecem as dúvidas chatas: "Será que eu ainda o (a) amo?". É como se o amor fosse real só quando é explosivo, obsessivo, quando nos absorve totalmente.

O amor, como todas as outras coisas, deve encaixar-se na vida e, em geral, ela é cheia de problemas e obrigações. Como pergunta, de forma contundente, o filósofo americano Robert Solomon em seu livro O Amor (Editora Saraiva), "por que nos recusamos a admitir que o amor possa ser de meio período", como ocorre com a tristeza, a alegria e os outros sentimentos? Ele continua: "No amor, não queremos só sexo e segurança, mas também felicidade, companhia, diversão, alguém com quem viajar, sair, alguém de quem depender nas horas difíceis...

Portanto, o amor é um estimulante emocional poderoso, que pode parecer milagroso, porém tanto destrói vidas quanto as salva. E ninguém vende um remédio milagroso aos fregueses sem mencionar os efeitos colaterais ou a dosagem ideal". Esses mitos prestam um grande desserviço ao amor. Quem se liberta deles pode ter mais facilidade para encontrar parceiros e estabelecer relações criativas e duradouras.
 

Por Maria Helena Matarazzo - Sexóloga, publicou, entre outros livros, Guerras Eróticas (Editora Gente)
 
(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo 
Grupo Malu-ka por você).


Sobre estar sozinho
 
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou 
o início deste milênio.

As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre os opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem juntos.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e , na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há aconchego o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo...
 

Flávio Gikovate

"A PIOR SOLIDÃO É AQUELA QUE SE SENTE QUANDO ACOMPANHADO"

Flávio Gikovate: médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil


(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo 
Grupo Malu-ka por você).



SEJA HOMEM PARA TERMINAR

 


Se vai se separar, não arrume desculpas ou evasivas.
Não tente colocar a culpa no outro para ainda se sair como vítima.
Não transfira sua decisão, muito menos queira repartir a culpa.
Não fique cavando erros para sair ileso e diminuir sua pena.
Não procure aliviar a dor com eufemismos.
Não torture com falsas promessas para ganhar tempo, 
não sustente planos conjuntos.
Não escolha o melhor dia para evitar conflitos. Não há melhor dia para se despedir. Todo dia é ruim. Todo dia é triste.
Não diga “eu te amo” por convenção, como se fosse um cumprimento, para despistar o que já definiu em segredo.
Não perdure cobranças se já não deseja mais nada.
Não discuta por horas a fio por um preciosismo 
ou um deslize se não tem paciência.
Não imponha sua vontade se não tem vontade.
Não banque o tirano, o ditador, para encobrir o crime do desamor.
Não conte aos amigos o que sente 
se não conta antes para sua companhia.
Não mergulhe na omissão sob a alegação 
de que ela não vai entender.
Não pense por ela, não fale por ela, não está mais conectado para traduzir o que ela deseja.
Não faça fiado com o silêncio, não faça empréstimo com as lembranças, não invente de pagar as palavras com juros.
Seja direto, didático, claro.
Que encontre a coragem da simplicidade. 
A confusão neste momento gera covardia.
Sem teorias, sem defesa, sem chantagem, sem adiamentos.
Exponha que não ama mais ou o que está envolvido com uma nova pessoa ou que não tem mais interesse.
Mas assuma o ponto final, não finja que é uma vírgula.
Metade dos traumas da separação é que alguém 
saiu sem explicar o motivo.
Metade dos traumas do divórcio é que 
alguém ficou com aquele medo preguiçoso de transparecer o fim.
E quem é deixado para trás passa o resto dos dias buscando entender o que aconteceu, remoendo o desfecho, carregando o ressentimento de que havia como continuar e inventando motivos.
Não dê trabalho de ressurreição a quem dividiu a vida com você, dê a verdadeira causa do óbito.
É uma injustiça sumir, desaparecer, virar as costas.
O coração é um cartório. Tem que reconhecer firma. Na entrada e na saída de qualquer relacionamento.
Caso foi homem para declarar o amor, tem que ser homem para encerrar o amor.
Caso foi homem para começar o amor, tem que ser homem 
para terminar o amor.

 
Fabrício Carpinejar  




Publicado no jornal Zero Hora
Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 11/5/2014 Edição N° 17793





Seu coração é burro?







Já me cansei de ouvir essa reclamação, quase como um pedido de socorro que algumas pessoas insistem em fazer, culpando seu coração por ter tomado alguma atitude equivocada ou por ter sido impulsivo. Há ainda quem o acuse de ser muito emotivo. Ou melhor, de demonstrar demais o que sente. Nunca concordei com esta acusação e continuo sendo defensora absoluta deste que representa nossa dinâmica emocional e sentimental - o coração!
Minha defesa contra tais acusações injustas está baseada no fato de que a maioria das pessoas confunde esse danadinho (que realmente pode perder o rebolado e parecer que vai saltar pela boca quando se apaixona) com um pacote amarrotado e cheio de crenças equivocadas, medos, traumas e desconfianças.
O coração não é esse pacote! Esse pacote, frequentemente distorcido com pensamentos confusos, ideias parciais e preconceitos de todas as ordens é a nossa mente! A mente... mente! De contar mentiras mesmo. E, assim, mentirosa, ela nos engana. E nos faz acreditar que toda angústia que sentimos e todos os equívocos que cometemos é culpa do coração. Não é!
Veja bem! O coração é sábio. É sensível, perspicaz e intuitivo. Ele sempre acredita no amor, e sabe diferenciar uma cilada de uma oportunidade de ser feliz. O coração é silencioso. Barulhenta é a mente. O coração é tranquilo e pacífico. Agitada é a mente. O coração é centrado e sabe o que quer, como quer. Confusa, volúvel e "maria-vai-com-as-outras" é a mente.
Não vou dizer que o coração pensa antes de agir, porque ele não pensa. O coração sente. E quando sente, sabe! Quem pensa, pensa, pensa e ainda assim faz burrice, é a mente. Pergunta pra todo mundo e não sabe a quem ouvir. A mente quer respostas. Quer certezas e explicações. Quer acabar com a dor de qualquer jeito. A mente dói e se perde. O coração dói e aprende. Fica mais forte e ainda mais sábio.
Então, se você quer parar de ser enganado por sua mente e começar a seguir seu sábio coração, anote essas dicas! Quando estiver sofrendo por amor, quando estiver se sentindo abandonado, trocado, preterido ou traído, quando não souber o que fazer, quando estiver perdido, com medo de demonstrar o que sente e não ser correspondido... apenas pare, respire fundo, relaxe os músculos e vá aquietando-se...
Parece simples, mas não é! Pode-se levar uma vida inteira para conseguir apenas parar, respirar, relaxar e aquietar-se. Pode-se levar uma vida toda para conseguir "calar as vozes-confusas-e-tolas" da sua mente e "conectar-se com o silêncio-que-tudo-diz" do seu coração. Mas quanto antes você começar a treinar, mais rapidamente vai conseguir. E menos vai sofrer!
Lembre-se! Agitação, confusão, angústia, mentiras e enganos têm a ver com a mente. Tire o foco dela. Pare de prestar atenção nas vozes que gritam dentro dela. Apenas respire. Aquiete-se. E quando sentir que, enfim, está conectado com a sua essência, então apenas pergunte-se: "o que eu quero?", "o que eu realmente quero fazer diante desta situação... falar?... demonstrar?... esclarecer?... ou esperar... até que não restem mais perguntas... até que o silêncio seja a certeza de que agora é a hora certa...?".
O amor não é uma guerra complicada entre duas mentes que não se ouvem e não se enxergam. É uma sintonia mágica entre dois corações que se sentem e se sabem. Simples assim!
:: Rosana Braga :: 



Sou comprometido, mas estou a fim de outra pessoa... E agora?




Você já tem um relacionamento, mas - de repente - se descobre com os batimentos cardíacos acelerados diante de outra pessoa. Seus pensamentos insistem em se voltar para quem, no contexto atual, 

ocupa o lugar de terceira pessoa.


O fato é que estar comprometido e, ainda assim, sentir-se atraído por outra pessoa é mais comum do que se imagina. Sim, porque atração é algo que se sente por instinto, sem que se tenha controle. Ao passo que se comprometer com alguém é algo que se faz por escolha. Portanto, a questão é: o que você quer? 

O que você realmente quer?


Diante de um cenário como este, onde você se vê entre dois amores - ou pelo menos desejando duas pessoas ao mesmo tempo - o mais provável é que sua resposta seja algo como "não sei, estou confuso!". Muito bem! Então, é hora de respirar fundo e ponderar.
Se a pessoa com quem você está comprometido atualmente for realmente importante para você, o melhor é que não tome decisões precipitadas e nem aja motivado apenas pelo desejo. Ele pode te enganar. E pode te conduzir a armadilhas das quais talvez você não consiga sair sem profundos arranhões ou até machucados bastante dolorosos.
E se o que começou como uma mera atração passou a ocupar um espaço tão grande na sua vida, é provável que chegue o momento de rever suas escolhas. 
E agora? O que fazer? Com quem ficar? 
Qual sentimento preferir e de qual abrir mão?
Questões que são mesmo complexas e nada fáceis de serem respondidas, mas que precisam ser consideradas. Lidar com o próprio coração pode ser, muitas vezes, como procurar o fio da meada, desfazer grandes nós e se esforçar para sair de um labirinto.
Minha sugestão é que você seja o mais sincero possível. Em primeiro lugar, consigo mesmo. Não tente se enganar e nem mentir para si. Julgamentos de valor também não ajudam muito. Não se trata de certo ou errado. Trata-se de ser digno diante de tudo o que faz parte da sua verdade, da sua vida, do seu mundo.
Se perceber que a situação está ficando insustentável, talvez valha uma conversa muito transparente com as pessoas envolvidas. Cada uma em seu tempo. Cada qual em seu contexto. Sempre se responsabilizando por seus sentimentos e suas dúvidas. Sem jamais ser cruel.
Todos os sentimentos são válidos e têm grande importância. Sempre podem servir para nos ensinar lições para toda a vida. Fazem-nos amadurecer e enchem nossa história de significados e lembranças. Mas para que sejam construtivos e criativos, precisam ser vividos com ética.

Chegará o dia em que seu coração encontrará a resposta e saberá exatamente o que fazer e com quem ficar. Mas até lá, lembre-se de que nada é mais engrandecedor do que aprender a compor emoção e razão; desejo e lucidez; ontem, hoje e amanhã. Assim, qualquer que seja a sua escolha, haverá nela o seu coração por inteiro.


 :: Rosana Braga ::


  Procura-se beijos que satisfaçam!



A impressão que tenho é de que estamos todos tentando satisfazer um mesmo desejo, porém de maneira tão individualista e ansiosa que perdemos a noção do que realmente importa.


Assim, a carência afetiva tem se transformado numa verdadeira epidemia. Vivemos num mundo onde tudo o que fazemos nos induz a “ter” cada vez mais. Um celular novo, um sapato de outra cor, uma jaqueta diferente, uma viagem em suaves prestações...


E enquanto isso, nos sentimos cada vez mais vazios. Nossa voz interna faz um eco que chega a doer; e tudo o que poderia nos fazer sentir melhores seria
 “apenas” um pouco de carinho.


A carência é tão grande, a sensação de solidão é tão forte que nos dispomos a pagar por companhia, por uma remota possibilidade de conseguir um pouco de carinho. Talvez você argumente: “de forma alguma, eu nunca saí com uma garota ou um garoto de programa; jamais pagaria para ter carinho!”.


Pois é, mas não é de dinheiro que estou falando. Estou falando das escolhas que fazemos, indiscriminadamente, em busca de afeto; das relações sexuais fáceis e fugazes, da liberação desenfreada de intimidade, da cama que chega às relações muito antes de uma apresentação de corações... Expomos nossos corpos, mas escondemos nossos sentimentos de qualquer maneira!!!


Ou, ao contrário de tudo isso, estou falando da amargura e do mau-humor que toma conta daqueles que não fazem nada disso, que se fecham feito ostras, criticando e maldizendo quem se entrega, quem transa, quem sai em busca de afeto...


Enfim, os extremos demonstram exatamente o quanto pagamos. De uma forma ou de outra, estamos pagando pelo carinho que não damos e pelo carinho que, muitas vezes, não nos abrimos para receber.


Ou seja, se sexo realmente fosse tão bom, poderoso e suficiente quanto “prometem” as revistas femininas, as cenas equivocadamente exageradas das novelas ou os sites eróticos, estaríamos satisfeitos, não é? Mas não estamos, definitivamente não estamos!


Sabe por quê? Porque falta conteúdo nestas atitudes, nestes encontros. Não se trata de julgamento de valor nem de pudor hipócrita. Não se trata de contar quantas vezes já esteve com alguém para saber se já pode transar 
sem ser chamada de ‘fácil’...


Trata-se de disponibilidade para dar e receber afeto de verdade, sem contabilizar, sem morrer de medo de parecer tolo; sem ser, de fato, pegajoso ou insensível... apenas encontrar a sua medida, o seu verdadeiro desejo de compartilhar o seu melhor!


Muito mais do que orgasmos múltiplos, precisamos urgentemente de um abraço que encosta coração com coração, de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos que desejam, sobretudo, fazer o outro se sentir querido, vivo. Tocar o outro é acordar as suas células, é revivescer seus poros, é oferecer um alento, uma esperança, um pouco de humanidade, tão escassa em nossas relações.


Talvez você pense: mas eu não tenho ninguém que esteja disposto a fazer isso comigo, a me dar este presente. Pois é. Esta é a matemática mais enganosa e catastrófica sob a qual temos vivido. Quem disse que você precisa ficar à espera de alguém que faça isso por você?!?


Não! Você não precisa, acredite! De pessoas à espera de soluções o mundo está farto! Precisamos daqueles que estão dispostos a “serem” a solução! Portanto, se você quer vivenciar o amor, torne-se o próprio amor, o próprio carinho, a própria carícia. Torne-se a diferença na vida daqueles com quem você se relaciona, para quem você se disponibiliza.


A partir de hoje, ao invés de sair por aí dizendo que vai “beijar muuuuito”, concentre-se na sua capacidade de dar afeto e surpreenda-se com o resultado. Beije sim, sem se preocupar se é muito ou pouco. Beijar é bom, muito bom, sem dúvida; mas empenhe-se antes em trocar afeto, em se relacionar exercitando o respeito pelo outro, o respeito por si mesmo... e estou certa de que os encontros 
valerão muito mais a pena!
 


Rosana Braga 



Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamentos interpessoais do país, pesquisadora da área há mais de 10 anos, Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos. Autora de 5 livros e DVDs de Treinamento, tais como ‘O Poder da Gentileza’, ‘Faça o Amor Valer a Pena’, 'Inteligência Afetiva – 2 volumes', entre outros.
 

Seu amor foi roubado de você?






Quem quer ser trocado? Quem quer ser preterido por outra pessoa? É verdade: descobrir que a pessoa que você ama preferiu ficar com outra em vez de continuar com você dói! E não é pouco, não! Diria que raras situações são tão dolorosas como essa!


A pessoa fica sem chão. Não sabe o que fazer e nem para onde ir. A pergunta que grita dentro dela, entre lágrimas e um milhão de pontos de interrogação, é: "e agora?". Mas tem outras: "o que fiz de errado?", "o que aquela pessoa tem que eu não tenho?", "o que deveria ter sido diferente?", entre outras que, quer saber? Em princípio, não ajudam em nada!


Algumas pessoas, ainda, decidem interpretar essa situação como se seu amor tivesse sido roubado. Será? Será mesmo que alguém rouba uma pessoa adulta, inteligente, com vontade própria e que sabe fazer escolhas? Não me parece! Então, por mais difícil que seja, é bom começar a admitir que ele foi porque quis. Que ele fez uma escolha. E que, acima de tudo, ele tem esse direito!


E isso quer dizer alguma coisa! Alguma coisa muito importante e que você precisa escutar: neste momento, era o melhor que poderia ter acontecido! Era assim que tinha de ser! Nada é por acaso! Você pode não compreender agora. Mas vai compreender mais pra frente. Você pode estar doendo mortalmente, mas vai passar, pode apostar. E enquanto não passa, você tem saída! Tem opções. Não precisa doer sozinho. Não precisa suportar tudo isso bem quietinho.


Veja bem! Fazer um baita escândalo e expor todo mundo é uma saída. Mas não é a melhor, certamente. Não é inteligente e, muito provavelmente, você vai se arrepender antes mesmo de se sentir melhor de verdade. Gritar e chorar muito também é uma saída. Mas melhor que você faça isso dentro de casa, esmurrando um travesseiro de preferência. É bom pra colocar pra fora essa dor dilacerante.
Falar o que pensa e sente também é bom! Mas que seja para a pessoa certa. Se for possível, para o ex-amor. Além disso, um bom profissional, tipo um psicoterapeuta, pode ser fundamental. Alguém que ajude você a assimilar e digerir o que aconteceu e a lidar com o que está acontecendo pode ser a grande diferença entre um passo adiante e a estagnação diante da dor.
No mais, viver um dia de cada vez é essencial! Ninguém vive o luto da perda de um amor numa noite. É um processo. E pode ser repleto de aprendizados e amadurecimento. Tudo vai depender do que você vai fazer com o que está sentindo. Culpar o amante por ter roubado seu amor não é, definitivamente, uma conclusão eficiente. Serve apenas para tornar você uma mera vítima das circunstâncias. E vítimas são reféns do destino. Não se deixe ocupar esse lugar!
Permita-se sofrer, sim. Peça colo aos amigos e familiares. Você realmente vai precisar de alguns dias, semanas e talvez até meses para se restabelecer. Tudo bem! Acolha-se! Respeite sua dor. Mas permaneça atento, porque quando se sentir um pouco mais forte, será hora de se levantar.
E daí, meu caro, se você tiver aproveitado esse tempo para rever a sua parte nesta situação, para aprender com seus próprios enganos e para se dar conta de suas crenças limitantes, nada mais poderá detê-lo. Você vai voltar pra vida e pro amor muito melhor, muito mais pronto para atrair, não alguém que esteja em dúvida ou que abandone o barco na primeira dificuldade. Não alguém que minta e seja covarde no momento de fazer uma escolha. Não!
Alguém que esteja disposto a permanecer ao seu lado para o que der e vier. Alguém que, embora não possa lhe garantir a eternidade, pode sim, comprometer-se com a verdade desse amor dia após dia. Por que se acabar, não será por qualquer tipo de delito ou crime contra um coração! Será, sobretudo, por dignidade. 
Porque é assim que é... e o tempo escancara essa verdade!



 :: Rosana Braga ::






DEPOIS DOS 40



 




Posted: 28 Feb 2014 06:38 AM PST
  
Depois dos 40 anos, o pensamento feminino muda, desembaraça.

O sexo não é mais performance, exaustão, é fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose da disputa ou do controle.


A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de uma transa. Pode assistir um filme com a intensidade de uma transa. Pode conversar com a intensidade de uma transa. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento.


Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.


Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.


A mulher de 40 anos, cansada das aparências, cometerá excessos perfeitos. É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte.


A beleza se torna também um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos.

Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.
O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.
Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de intenções e requisitos.
Há a leveza de não explicar mais a vida. A leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para confirmar expectativas.
Ser tia ou mãe, ser solteira ou casada não cria angústia. Os papéis sociais foram queimados com os rascunhos.
A mulher de 40 é a felicidade de não ter sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia esperança.
Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua expressividade ao falar.
A beleza está acrescida de caráter. Do destemor que enfrenta os problemas, da facilidade que sai da crise.
A beleza é vaidosa da linguagem, do bom humor. A beleza é vaidosa da inteligência, da gentileza.
Depois dos 40 anos não há depois, é tudo agora.
 
Fabrício Carpinejar 
  
Publicado na Revista Isto É Gente
Março de 2014 p. 50
Ano 14 Número 706
Colunista 




Do que você é capaz 
quando está com ciúme?






Há quem garanta que o ciúme é o tempero do amor. Outros justificam esse sentimento afirmando que quem ama, cuida. As duas assertivas fazem algum sentido, especialmente se considerarmos a dose. Ou seja, ciúme excessivo em vez de temperar, envenena as relações. E quem ama, cuida sim, mas também se lembra de que monstros e situações mal resolvidas 

minam qualquer intenção, por melhor que seja.

A ideia não é brigar com os sentimentos - sejam eles quais forem. Sentimentos são humanos e podem nos ensinar muito sobre quem somos. São chaves para o autoconhecimento e para a conquista da maturidade. Portanto, a ideia é aprender a percebê-los e a lidar com eles. No caso do ciúme, o aprendizado é experimentá-lo com bom senso e equilíbrio. Sei que muitos não conseguem sequer imaginar essa combinação. Ciúme, em muitos casos, não tem absolutamente nada a ver com bom senso e equilíbrio - e é aí que está o problema.

Vale esclarecer que este sentimento não tem, necessariamente, a ver com os fatos. Explico: tem gente que acredita que o outro só pode se sentir enciumado se tiver, de fato, um motivo. Ou seja, se seu par estiver olhando pros lados, paquerando ou traindo. Não é bem assim. Claro que o ciúme pode ser motivado pela realidade, mas em muitos casos, tem a ver bem mais com a dinâmica de quem o sente do que com o que o outro faz.

Uma pessoa pode sentir ciúme por estar insegura, por não confiar nos outros, por conta da atitude de um terceiro, por ter medo de ser enganado, entre várias outras razões que não refletem a concretização de um fato. E vale lembrar também que chamar o ciumento de "maluco", "lunático" ou qualquer adjetivo pejorativo não ajuda em nada. É provável que ele só queira ser acolhido. Na maioria das vezes, basta ouvi-lo e se colocar no lugar dele para que se acalme. Aí, sim, a situação se torna motivo para esquentar a relação, 

podendo até render uma picante noite de amor.

Por outro lado, é muito importante que o ciumento se observe e reflita sobre seu comportamento. Sentir ciúme é aceitável e até compreensível, mas criar constrangimentos ao seu redor, reagir sem ponderar, "fazer barraco" e "descer do salto", acusando os outros de serem os únicos responsáveis por seus próprios sentimentos é sinal de imaturidade e falta de noção. E isso é realmente muito desgastante! Quase impossível render algo de sedutor e prazeroso.

Creio que a questão essencial seja: do que você é capaz quando está com ciúme? Se considerarmos que existem pessoas que choram, outras que gritam, as que se fecham, que ficam sem falar com o outro, que fazem escândalo, que rompem a relação ou a tornam o centro de toda a sua vida, e ainda aquelas que são capazes de matar, literalmente, a quem julgam culpado pelo que sentem, já dá para perceber que o ciúme tem sido justificativa para as mais variáveis decisões.

Assim sendo, se você tem se dado conta de que o ciúme é um problema e até um obstáculo para o seu sucesso no amor, saiba que descobrir a resposta para esta pergunta - do que você é capaz quando está com ciúme? - vai revelar muito a seu respeito. E vai possibilitar que você se empenhe em encontrar maneiras mais criativas e coerentes de lidar com o que sente. Porque esta é a única diferença entre quem é feliz e quem não é: não o que sente, 
mas como lida com seus sentimentos!


 :: Rosana Braga ::







(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você). 

 
Sexo casual: fazer ou não fazer?





Há tempos venho pensando no assunto. Não exatamente sobre fazer ou não fazer, mas sobre a conotação que as pessoas, a sociedade e a mídia têm dado ao ato sexual. A impressão que fica é de que, na maioria das vezes, temos caído em dois perigosos extremos: ou se romantiza demais ou se banaliza demais!


Portanto, penso que o ideal, ao falarmos sobre o assunto, é tentar encontrar o equilíbrio e, sobretudo, a possibilidade de uma postura saudável diante das escolhas. Sem querer minimizar o que quer que faça parte dos valores de cada um, apenas para facilitar a compreensão, penso que podemos traçar um paralelo entre sexo e comida.

A começar pelo sábio ditado que diz que "somos o que comemos", podemos ter uma ideia da importância de nossas escolhas ao compor nosso cardápio diário. Comer demais causa obesidade. Gordura em excesso entope as artérias do coração e causa doenças cardíacas. Açúcar além da conta pode causar, entre outros danos, diabetes. Alimentos industrializados podem provocar câncer. Por outro lado, alimentos naturais e até mesmo alguns não tão politicamente corretos, quando consumidos com moderação e consciência, não prejudicam a saúde. E por aí vai... 

Você certamente já sabe de tudo isso.

Bem, com as relações sexuais, é mais ou menos a mesma coisa. Poderia citar aqui o que pode causar o sexo sem responsabilidade, mas acredito ser desnecessário. Sendo assim, se a pergunta é "sexo casual: fazer ou não fazer?", sugiro algumas importantes reflexões: este status de "casual" é uma opção ou uma falta de opção? E se é uma opção, ela tem a ver com uma atitude também casual ou recorrente? Se for recorrente, será que se trata de uma fuga, um medo, uma dificuldade de estabelecer vínculos afetivos? 

 Está tentando enganar a quem?

No mais, você realmente quer ou simplesmente está se deixando levar pela escolha do outro? Você está reconhecendo seu próprio desejo, em seu corpo, em seus batimentos cardíacos, ou apenas está reproduzindo um comportamento ditado pela mídia como sendo o mais condizente com os tempos atuais?

O fato é que se você tem se tornado aquele tipo de pessoa que vai às baladas e já parte para os "finalmentes", certamente está banalizando o ato sexual, desconsiderando seus sentimentos e desvalorizando seu coração. E se, por outro lado, vive negando sua sexualidade, usando seu sexo como passaporte para conquistar algum outro status ou transformando-o numa espécie de leilão, também está seguramente se equivocando na dose.

Transar ou não transar tem que estar diretamente relacionado com uma fórmula poderosíssima: aquela resultante da combinação entre o que você sente, pensa e quer. Ou melhor, seus sentimentos, desejos, 

valores e responsabilidades.

Quer? Acredita que não está violando sua própria ética? Pode arcar com as consequências? Sabe fazer com responsabilidade? Então, vá por inteiro. Entregue-se de corpo e alma e faça esse momento valer a pena. Sem culpas, sem tabus, sem pudores inúteis e sem falsos moralismos. Porque sendo casual ou não, fazer amor tem de ser uma escolha que conduza os envolvidos ao prazer, à alegria, à delícia de se saber visto, querido e pulsante! E isso só pode ter a ver com maturidade e, por que não dizer?, amor...


:: Rosana Braga :: 

(Página criada e texto pesquisado e repassado pelo Grupo Malu-ka por você).


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