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5 de out de 2012

Direito de amar

Direito de amar

           Transgredir essa dor que sangra 
no peito   
Violentar essa ferida injusta e quieta
Que se aprofunda na solidão,
No vazio do abandono,
no silêncio do corpo.
Transgredir esse estado de inércia
Que inibe os meus sentidos
Que me viola o estar, o ser!
Amar, me é proibido!
Mentem quando dizem que o Amor
É a luz do mundo...
Sofrer é a luz do amor!
Ser feliz é apenas atributo de alguns,
Ser feliz é um momento ilusório apenas
É quando se ama que a dor se instala,
A inveja dos outros se apodera,
E a dúvida, a incerteza
Afogam toda esperança que o Amor constrói.
E, são sentimentos tão fortes
que assolam quaisquer outros que o Amor
tenta transformar.
O mundo sente sede de Amor porque dá lugar
Apenas aos sentimentos ruins
que infringem o Amor.
Que fazer com esse Amor que transborda e se esvai
Rio abaixo, para o mar desconhecido e distante,
Assim a esvair-se por entre meus dedos,
deixando meu coração, atravessando-me 
as vísceras impiedosamente, 
afrontadamente me abandonando.
Para tirar-me o direito de Amar!

Madalena Gomes
João Pessoa, PB
21-09-2012

Um comentário:

manolo disse...

Bonita Poesía, pero la tristeza que emana, no es siempre así.

El Amor es Bello y da mucha Felicidad.

Saludos, Manolo (Sevilla - España)
marinosinbarco.blogspot.com

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